
Estou numa fase de só ler contos. E estou adorando isso. É bacana saber que as editoras voltaram a publicar coletâneas dessas pequenas histórias nem sempre boas, assim como o romance. A vantagem é que você leva cerca de 1 semana para ler um romance de 300 páginas para dizer: "que porcaria de livro" e perde apenas 30 minutos com um conto ruim.
Sabe quando você põe na sua cabeça que precisa ler um livro em especial e quando chega a hora de decidir qual livro ler você esquece completamente qual título tinha em mente? Pois bem! Acontece comigo toda hora. Acontece que por força do destino acabei me lembrando de um deles. Chegou às lojas semana passada a reedição feita pela editora Alfaguara de O Livro de Dave, mais um romance atorodoante e sarcástico de Will Self, um dos autores mais originais da literatura inglesa atual. E foi quando me deparei com o livro que veio o flashback de outro romance do mesmo autor que havia me comprometido (comigo mesmo) a ler. Trata-se de Grandes Símios. Livro que narra a louca experiência do bem sucedido artista plástico Simon Dykes que, depois de uma noitada daquelas, cai no sono. Quando acorda, se dá conta que sua namorada bonitona se transformou numa chimpanzé ninfomaníaca. A maluquice não pára por aí: toda a população se transformou em macacos. O mundo mudou: os símios dominam tudo agora. Os humanos são, quando muito, meras atrações de circos ou de zoológicos. E essa população de chimpanzés dominantes querem provar ao protagonista de que ele também é um macaco. E para ser convencido de tal, Simon é internado numa clínica psiquiátrica e fica sob cuidados do Dr. Zack Busner, um psicanalista muito doido que chega a fazer uso de drogas em seu tratamento. Tudo isso se trata de um Planeta dos Macacos diferente (e muito mais divertido). Um romance que te angustia e te faz rir. O jornalista Will Self, ouso dizer, é uma mescla da realidade pertubadora de Palahniuk e Burgues com a fantasia de Saramago ou de Garcia Marquez. Sem se esquecer do sarcascmo, que é sua marca registrada. Vale a pena não apenas se divertir com esse mundo de chimpanzés, mas também com o de taxistas profetas (O Livro de Dave), ou com um mundo onde homens e mulheres adquirem genitálias opostas (Cock & Bull - Histórias Para Boi Dormir), ou quando uma senhora faz um programa de 12 passos para aprender a estar morta (Como Vivem os Mortos), etc. Ao menos para mim, está valendo a pena. JABÁS
Já notaram para que lado caem os seus narizes? Melhor nem tentar!
2 comentários Postado por Lucas Albuquerque às 22:52
Um, Nenhum e Cem Mil é o romance mais complexo do dramaturgo, poeta e romancista (dã!) e vencedor do Prêmio Nobel de 1934: o italiano Luigi Pirandello. Imaginem um senhor se olhando no espelho e cutucando a pele, por uma razão que no momento me foge. Então sua mulher pergunta o motivo de ele estar se olhando no espelho. Ao responder a pergunta, Vitangelo Moscarda (o protagonista) ouve o comentário que desencadeia toda a história: "pensei que você tivesse vendo para que lado cai o seu nariz", isso porque, segundo ela, o nariz dele pende levemente para a direita.
Tal afirmação deixa Vitangelo paranóico, sempre se imaginara um homem de nariz reto. Chegava então a terrível conclusão que não era para os outros quem ele pensava que era. Passa então a buscar se conhecer, saber quem era aquele "outro", aquele "intruso" que vivia no seu corpo e só se mostrava pros outros. No meio dessa busca incessante, ele vai chegando a conclusão que existem cem mil Moscardas num corpo que era um e nenhum ao mesmo tempo.
Confuso? Sim! Por isso Pirandello era, é e vai continuar sendo fanfarrão: um gênio.
JABÁS
Cândido é uma comédia romântica passada no século XVIII de autoria de "Monsieur le docteur Ralph" (Senhor Doutor Ralph), já ouviu falar? Não?! Deve ser porque esse foi o pseudônimo usado pelo autor François-Marie Arouet. Desse autor você já ouviu falar, né? Também não?! Isso porque esse é o verdadeiro nome do escritor, filósofo, ensaista iluminista francês que era mais conhecido como Voltaire. Um homem a frente do seu tempo, defendia as liberdades civil e religiosa, inclusive o livre comércio. Tudo isso eu tirei da Wikipedia, só pra constar.
O protagonista do inusitado romance de Voltaire é, obviamente, Cândido. Um rapaz criado no castelo do barão Thunder-ten-tronckh, de onde foi expulso por cortejar a filha do barão Conegundes. Cândido, graças aos ensinamentos do Doutor Pangloss, é um otimista inveterado. Seu grande lema é que "tudo está sempre o melhor possível". Mesmo só passando por desgraças em todas as suas andanças ao redor do mundo (Cândido passa pela Bulgária, por Constantinopla e até por Buenos Aires), o jovem sempre está sempre convicto de que tudo vai melhorar e de que a sua situação é sempre a melhor possível.
O livro é uma crítica bem humorada ao pensamento de que tudo está nas mãos de Deus e de que o mundo é maravilhoso e que não poderia ser melhor pra se viver. Voltaire criticou de maneira sarcástica todos os "Pangloss" e "Cândidos" da sua época, todos os filósofos que julgavam que todos tinham que se conformar com o mundo em que vivem, pois tudo está dentro dos planos divinos.
Portanto se você nunca leu Cândido, ou Cândido Ou O Otimismo, como também é conhecido, está perdendo um dos maiores livros da história.
"Se eu tivesse de indicar apenas um, este seria o livro. Voltaire é o meu pole-position, tanto na literatura quanto na filosofia. Cândido é uma história espetacular, uma mistura de ópera deRossini, cinema de Spielberg e humor de Monthy Python." Marcelo Tas
JABÁS
No original...
Tradução...
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3116934&sid=189623191114718111137532&k5=38CD5BA&uid=

Lembra quando éramos mais novos e o primeiro dia de aula se aproximava? Começava o ano e eu jurava pra mim mesmo que iria copiar tudo, fazer o dever todo dia e ser organizado. Uma semana de aula se passava e o caderno só tinha a primeira matéria copiada, eu não fazia a mínima idéia qual seria o dever de casa, se é que a "tia" tinha passado algum dever.
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