Já notaram para que lado caem os seus narizes? Melhor nem tentar!
2 comentários Postado por Lucas Albuquerque às 22:52
Um, Nenhum e Cem Mil é o romance mais complexo do dramaturgo, poeta e romancista (dã!) e vencedor do Prêmio Nobel de 1934: o italiano Luigi Pirandello. Imaginem um senhor se olhando no espelho e cutucando a pele, por uma razão que no momento me foge. Então sua mulher pergunta o motivo de ele estar se olhando no espelho. Ao responder a pergunta, Vitangelo Moscarda (o protagonista) ouve o comentário que desencadeia toda a história: "pensei que você tivesse vendo para que lado cai o seu nariz", isso porque, segundo ela, o nariz dele pende levemente para a direita.
Tal afirmação deixa Vitangelo paranóico, sempre se imaginara um homem de nariz reto. Chegava então a terrível conclusão que não era para os outros quem ele pensava que era. Passa então a buscar se conhecer, saber quem era aquele "outro", aquele "intruso" que vivia no seu corpo e só se mostrava pros outros. No meio dessa busca incessante, ele vai chegando a conclusão que existem cem mil Moscardas num corpo que era um e nenhum ao mesmo tempo.
Confuso? Sim! Por isso Pirandello era, é e vai continuar sendo fanfarrão: um gênio.
JABÁS
Cândido é uma comédia romântica passada no século XVIII de autoria de "Monsieur le docteur Ralph" (Senhor Doutor Ralph), já ouviu falar? Não?! Deve ser porque esse foi o pseudônimo usado pelo autor François-Marie Arouet. Desse autor você já ouviu falar, né? Também não?! Isso porque esse é o verdadeiro nome do escritor, filósofo, ensaista iluminista francês que era mais conhecido como Voltaire. Um homem a frente do seu tempo, defendia as liberdades civil e religiosa, inclusive o livre comércio. Tudo isso eu tirei da Wikipedia, só pra constar.
O protagonista do inusitado romance de Voltaire é, obviamente, Cândido. Um rapaz criado no castelo do barão Thunder-ten-tronckh, de onde foi expulso por cortejar a filha do barão Conegundes. Cândido, graças aos ensinamentos do Doutor Pangloss, é um otimista inveterado. Seu grande lema é que "tudo está sempre o melhor possível". Mesmo só passando por desgraças em todas as suas andanças ao redor do mundo (Cândido passa pela Bulgária, por Constantinopla e até por Buenos Aires), o jovem sempre está sempre convicto de que tudo vai melhorar e de que a sua situação é sempre a melhor possível.
O livro é uma crítica bem humorada ao pensamento de que tudo está nas mãos de Deus e de que o mundo é maravilhoso e que não poderia ser melhor pra se viver. Voltaire criticou de maneira sarcástica todos os "Pangloss" e "Cândidos" da sua época, todos os filósofos que julgavam que todos tinham que se conformar com o mundo em que vivem, pois tudo está dentro dos planos divinos.
Portanto se você nunca leu Cândido, ou Cândido Ou O Otimismo, como também é conhecido, está perdendo um dos maiores livros da história.
"Se eu tivesse de indicar apenas um, este seria o livro. Voltaire é o meu pole-position, tanto na literatura quanto na filosofia. Cândido é uma história espetacular, uma mistura de ópera deRossini, cinema de Spielberg e humor de Monthy Python." Marcelo Tas
JABÁS
No original...
Tradução...
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3116934&sid=189623191114718111137532&k5=38CD5BA&uid=

Lembra quando éramos mais novos e o primeiro dia de aula se aproximava? Começava o ano e eu jurava pra mim mesmo que iria copiar tudo, fazer o dever todo dia e ser organizado. Uma semana de aula se passava e o caderno só tinha a primeira matéria copiada, eu não fazia a mínima idéia qual seria o dever de casa, se é que a "tia" tinha passado algum dever.
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